Mensagem de Agradecimento a todos os participantes do Espaço Educar

   






  Boa noite gente linda do Espaço Educar. Hoje chegaram algumas mensagens que me emocionaram muito. Porque vieram de pessoas que acompanham o Blog diariamente e não sabem a luta e a batalha que é, entre a correria e os problemas da vida, manter esse trabalho. E assim, sem saber, elas foram um bálsamo, um incentivo imenso, quando tudo dentro da gente diz que é hora de parar, que talvez tenha chegado o dia de escrever o último post e deixar o bloguinho no ar como um monumento a tantos dias dedicados a ele e a tanta gente boa que por aqui passou e passa. Tanta gente tremendamente mais competente que eu, sei disso. Não estive nunca aqui como quem sabe mais, ou como quem possui todo o conhecimento necessário. Sempre fui quem está buscando, quem está escutando, aprendendo, aprendendo... E essa troca sempre foi e será maravilhosa. Abaixo, algumas poucas mensagens, porque são muitas. Agradecendo o carinho de todos.









Este Blog começou em 2008. Está quase completando 10 anos! Durante todo esse tempo estive aqui, com vocês, trocando idéias, compartilhando tudo o que encontrei de mais interessante, ou ainda o que me senti inspirada a criar, ou mesmo o que pediram por e-mail ou mensagens.

   Nesta época, eu lecionava em três horários e quem trabalha assim sabe o que é. Por várias vezes cheguei da Escola super cansada, corri para organizar minha casa e cozinhar e fiquei até madrugada aqui, por puro prazer. Porque blog não enriquece ninguém. É trabalho feito mesmo com amor. O amor da troca, o amor da partilha, do contato com o outro educador, com materiais interessantes, com o ajudar e ser também ajudado.



   Durante esta caminhada e através do blog conheci profissionais super maravilhosos, pessoas com um coração gigantesco,imenso, que doavam tudo de si em classes por vezes superlotadas e em escolas onde a desvalorização do professor era a lei. Mas também fiz amizades que serão eternas, aqui. Neste contato gostoso Deus me trouxe pessoas caras e especiais. Poderia citar uma grande lista de nomes. Mas para não deixar de citar alguém, deixarei apenas um imenso obrigada a quem sabe que está nesta lista. E você que sempre esteve aqui conosco, incentivando, enviando sugestões e idéias, escrevendo, participando, faz parte dela. Mesmo que nunca tenhamos nos conhecido pessoalmente, o amor pela educação cria entre nós um elo muito forte. 



Bem no início, com um computador antiguinho e bem, bem lento, comecei a partilhar o que julgava interessante até que um dia, vencida pelo cansaço, eu parei. E o bloguinho ali ficou, até que surgiu um comentário. Uma professora havia nos encontrado e estava agradecendo por um post e pelo material partilhado. Eu me emocionei, enquanto lia. E recomecei, daquele dia em diante, buscando sempre tirar um tempinho do dia para estar aqui.  Os desafios eram grandes. Eu lia e lia em todos os meus momentos de "folga" da escola, para conseguir deixar mais "bonitinho" o espaço, mesmo sem muito conhecimento em html e nenhum em programação, fui aprendendo com gente muito boa que tira também um tempo de seu tempo para nos ajudar e ensinar. 



Lecionei para todos os anos de escolaridade. Para a EJA, minha grande paixão e para a Alfabetização, e as lembranças de nossas Formaturas ficarão para sempre guardadas em mim. As peripécias da Educação Infantil, e todas as artes que sempre aprontamos juntos, serão sempre inesquecíveis. Foram mais de 20 anos de alegria e felicidade, entre tropeços, problemas  e tempo escasso. Vi minha mãe praticamente criar meus dois filhos, enquanto eu estava dentro da Escola, dando carinho a outros filhos, que eu amava como meus. À noite, o abraço era apertado! 

Tive o privilégio de dividir turma e trabalhar com a querida eterna amiga Celia Regina, e nossas turmas se eternizaram em minha memória. Cada Escola deixou experiências, e os alunos deixaram sempre memórias eternas. Os problemas vieram (e sempre vêm) mas a alegria estampada nos olhinhos deles sempre foi o combustível, a mola propulsora.



Eu não parava! Professor não para! Eram planos de aula, diários, pais e mães, reuniões, cadernos, livros, formações, busca constante de atividades, provas, projetos, e tudo o que um professor conhece bem! Sim, eu fui Orientadora Pedagógica. Mas não gostei. A sala de aula sempre foi o espaço onde me senti a vontade e feliz. Era ali que eu me realizava, junto com os pequenos.



Também nunca almejei lecionar para outros anos de escolaridade. A criança sempre foi meu maior tesouro. E era com ela que eu gostava de estar. Era ali, naquele nosso espaço sagrado, que a mágica acontecia. Sem burocracia, sem números ou estatísticas. Dentro da nossa sala de aula e em qualquer outro espaço onde estivéssemos juntos, unidos, éramos uma equipe, um grupo  feliz, em busca de descoberta para todos os desafios que surgissem a nossa frente.



E quem tem filhos sabe bem que ainda fazemos a mágica acontecer em nossa própria casa! É a correria diária entre a faxina e a cozinha, entre o demonstrar carinho com a comida gostosa e o tirar um tempo para sentar ao lado e ajudar nas atividades de casa, ou assistir um desenho junto para que eles não ficassem tão sós e porque também o coração às vezes doía, corroído pela culpa de mãe que ama e deseja estar ao lado, fazendo imensos malabarismos para conseguir isso. E então o tempo escasso, era prazeroso, era bom até a última gota do que significa tal palavra.

Mas o tempo passou. E o Espaço Educar seguiu. E-mails e mensagens, vários sem resposta, por falta de tempo, sabendo que algumas pessoas julgariam que foi má vontade. Eu sabia que alguns entenderiam, pois viviam a mesma realidade em suas escolas e em suas vidas. Posts feitos sempre com muito amor e dedicação, na tentativa de colocar algo produtivo, algo que pudesse realmente ser útil. O estudo, para dominar o amigo Photoshop, que mais tempo levava. O tempo para aprender a lidar com a mesinha digital, quando o assunto foi personalizar mais as atividades. Tivemos sorteios inesquecíveis, e o Concurso Sala Viva, que foi lindo e trouxe amigas inesquecíveis com as quais mantenho contato, até hoje. Que bom!



Mas um dia, no corre-corre extremo, algo vital faltou: Sim, ela, que deixamos sempre em segundo plano, porque sempre existe algo de mais importante e urgente, ela mesmo: a saúde.

E ela foi embora. E quando foi, levou consigo coisas muito preciosas para mim. E os dias passavam tristes, em preto e branco. Nestes dias, você compreende aquele antigo ditado: "Quer saber se tem muitos amigos? fique doente." Não, aqueles dois mil amigos do Facebook não irão telefonar para você e perguntar se está bem, 100 amigos não farão contato para saber porque você sumiu, e talvez nem 10 amigos percebam que você passa por dificuldades.


Mas os mais próximos da família estavam perto. E minha maior motivação naqueles dias ruins foram minha mãezinha e meus dois filhos. Eu pensava neles e queria ficar bem, por eles, ainda que por mim não significasse muita coisa, porque eu cheguei a desistir. E não falo de família no contexto amplo, falo de algumas pessoas contadas a dedo que se dispuseram a ajudar e estiveram o tempo todo preocupadas comigo e sempre e sempre tentando de algum modo fazer com que eu melhorasse. A rotina eram médicos e mais médicos, remédios e mais remédios, até que algum profissional pudesse compreender o que se passava. E depois disso, a morte para mim ganhou um novo significado. Eu vivo cada dia. Não tenho grandes expectativas e nem grandes planos futuros. Eu sou grata por hoje. Sou grata por estar com quem eu amo no dia de hoje. E sim, deixo sempre bem claro que se for o meu último dia, então está tudo bem. A aceitação do problema faz com que você atinja certo nível de paz. E a sua paz não reside mais em coisas, em nada tangível. A paz está em abraçar quem você ama e dizer a eles que você os ama. Em valorizar cada momento, cada abraço, e ser grato por cada amanhecer. E encontrar em cada dia um motivo para sorrir e seguir em frente, mesmo sabendo de todas as lutas que terá que enfrentar. Mas é só por hoje. Amanhã é outro dia.

Quando você perde a saúde, a felicidade está em coisas que você não pode comprar. Mas ela sempre esteve aí, não é? Nós é que pensamos que a felicidade está em coisas que sonhamos em obter. Engano! Tudo o que você puder comprar não pode trazer sua saúde de volta. E isso significa que cada momento junto de quem você ama é uma dádiva. E que cada pessoa que passou pela sua vida e deixou lições negativas, você perdoa. E cada pessoa que deixou lições positivas, você eterniza e agradece. Porque a finitude da vida se faz entrever, olha pela fresta e te diz que nada aqui é para sempre. Todos nascemos com prazo de validade e com um dia final marcado no calendário da existência. Por isso, o entre não pode e não deve ser permeado de raiva, ira,  ódio, rancor ou sentimentos negativos. Se você soubesse que morreria amanhã, gastaria seu dia de hoje odiando alguém? Não. Penso que não. Talvez você o perdoasse rapidamente, interiormente, para ser livre. Porque quem é livre destes sentimentos mesquinhos compreendeu mais de vida que a grande maioria das pessoas! Ser livre é não ser guiado pela atitude alheia, é conseguir, a despeito das atitudes alheias, ter paz interior. Porque a paz não depende das atitudes das pessoas, mas das minhas. E o equilíbrio fundamental é e sempre será ter paz. Porque quando nossos olhos se fecharem pela última vez precisa ser em paz.

O crochê como terapia entrou na minha vida através da minha única irmã. Eu estava muito mal naquela semana. E ela, num gesto simples que hoje acho tão lindo, me estendeu uma agulha e uma linha amarela, junto com um pano de copa. Sentou-se ao meu lado e disse: "Vamos, isso pode te fazer ficar melhor." E é claro que eu não virei uma "expert" em crochê...rs. Mas foi a atitude dela que contou. O carinho, o preocupar-se. Quando tantos tinham se afastado e tantos nem tinham sequer chegado a saber de tudo o que passei e ainda passava, ela tentava de todas as formas estar ao lado e ajudar. Devo a minha irmã muito. Em vários momentos que eu quis desistir de tudo, ela esteve lá. E o crochê? É muito lindo para quem sabe fazer, porque descobri que não levo muito jeito. Mas ainda tiro um tempo para praticar, porque faz um bem danado. Não saem coisas muito lindas não, mas são momentos de muita paz.

E durante muito tempo o blog ficou aqui, paradinho. Sem nenhuma novidade. E o tratamento contínuo fazia parte dos meus dias. E os olhos dos meus filhos diziam que eu não podia simplesmente me entregar e desistir. E eu sentia falta da escola, das crianças, de tudo! A saudade chegava a doer! E sentia falta de estar aqui, com vocês! E por isso, fiz todos os esforços no sentido de conseguir estar aqui novamente. E a despeito de toda a luta diária, tentarei estar sempre aqui. Porque me sinto feliz quando compartilho algo relacionado a educação e que sei, pode ser útil a alguém. Fico feliz também quando mantenho contato com educadores que me contam suas experiências e vivências e conversamos longamente. São coisas e momentos maravilhosos que somente este espaço pode proporcionar. E eu espero que ele proporcione isso, coisas boas e úteis a todos vocês!

Muito do que fiz nessa época foi escrever. Escrever sempre foi para mim como respirar e ajuda a entender, olhar de fora, para compreender melhor.
Então, espero poder, pouco a pouco, trazer meus rabiscos aqui, para que vocês leiam. Não significa que precisem gostar. (rs) são rabiscos e garatujas e não me considero uma escritora. São expressões de sensações e sentimentos, que desejo partilhar com vocês.

Agora, vou deixar sempre uma receitinha, daqui e dali. Porque a culinária entrou na minha vida também através da minha irmã e me ensinou a medir as coisas e observar tranquilamente. O bolo demora tanto para ficar pronto. E nem todos gostam de bolo! Quem gosta, espera ansioso! E para essa  pessoa será a maior maravilha! Bolo com café! Mas existem os que irão preferir achocolatado ou chá. E essa diversidade é que torna a vida uma experiência tão fascinante, intrigante e bela. Se todos fôssemos iguais, qual a graça?

A culinária nos ensina que uma pitada a mais de sal pode estragar tudo. Uma xícara de açúcar a menos pode deixar tudo sem sabor.  E preparar um prato especial para as pessoas que você ama é muito bom e pode melhorar não somente o seu dia, mas o delas.

Vou terminar este texto, mesmo sem ter escrito tudo, porque já é tarde e está ficando comprido, né? com algo que considero muito bonito. E que, afinal, é a finalidade do vir-a-ser do texto.


Gratidão.

Por tudo.

Gratidão.

Gratidão é coisa linda, porque nasce do reconhecimento do que o outro fez por mim quando poderia ter optado por nada fazer ou simplesmente ter optado por me fazer mal.

E ele escolheu me fazer o bem.

Gratidão é saber-se cercado de gente do bem, que escolheu ser do bem, agir pelo bem e para o bem.

Gratidão é entender que tudo é uma escolha. É retribuir o gesto, a palavra, o olhar, o toque, tudo o que de alguma forma, foi positivo em nossa existência. E na maioria das vezes, não custou dinheiro algum! Essas coisas miúdas e raras, poucas, escassas, mas tão boas, elas são em sua essência, simples e gratuitas.

Um aperto de mão.
Um "Como você está"?
Um "Se cuida" ou "fica bem"
Um "eu te entendo"
Um olhar terno
Um sorriso pra tentar te alegrar
Um pensamento bom
Uma vibração positiva
Uma torcida para que tudo dê certo com você.

Essas são as coisas que fazem a vida valer a pena.

E as outras coisas?

Elas não existem.

Porque não as levamos quando voltarmos para casa.

E a nossa casa não é aqui.



O meu muito obrigada.

A Deus. Meu tudo.

A minha mãe Terezinha. Alicerce forte, 
que mesmo com avançada idade, 
é nossa base, nosso elo e nossa força.

Ao meu Pai.
Meu maestro, meu Pastor.
O melhor pai e avô do meu mundo.




A Meus filhos. Não preciso explicar. Vocês sabem.

A minha irmã, que entende minha alma e lê meus sentimentos.
E dá bronca quando é preciso.

Foto muito antiga
Pra lembrar um momento bom.

A Victória Regina, Juliana, Suellen Regina, Regina Gleice
e Alana. O grupo de sobrinhas mais animado que conheço!
Porque vocês existem posso acordar de manhã e não me sentir só.

Ao Bernardo e ao Lorenzo, esses anjos
que me fazem sentir tanto amor e alegria

Meu maninho Zezé, que eu sei, entende de dor
Mas me faz tão feliz quando conversamos.

Meu maninho Valdo, que entende de sorrisos
Essa eterna criança.

Meu maninho Reinaldo,
Menino amigo do abraço bom!
Quanto bem te quero!

A Dra Leila, porto seguro
Quando as ondas ameaçam virar o barco.

Amiga Ju, palavra sempre certa
E carinho bom e sincero.

Minhas duas noras, coisas mais lindas
Filhas que não tive
E agora posso ter.

A você, que vem sempre aqui, que sempre esteve aqui,  que sempre nos visita ou que chegou hoje!


A você, que aprova e acompanha, participa, escreve, fala, diz.

Porque essa troca é maravilhosa.

A você que gosta do nosso trabalho
Que não é nem trabalho
É alegria e prazer.

A você, que não aprova nosso trabalho, porque com você eu aprendo humildade. Não sou melhor. Não é essa nossa intenção.
Somos apenas mais um espaço entre tantos outros.
E graças a Deus que existem tantos!
Assim o educador pode ter muitas fontes.
Também não somos números, não somos curtidas,
Não somos quantidades.
Somos um grupo de apaixonados por educação.
E isso não se metrifica
Não se quantifica.
É e sempre será mais, mais, mais...
Mais e mais amor.



As blogueiras amigas, um grupo que, mesmo com toda
a correria do dia a dia consegue se manter ali, unido, coeso.
Vocês são maravilhosas.

A Salles. Com quem posso contar sempre.

A Jack, amiga de todas as horas

A Célia Regina. Pelos momentos maravilhosos partilhados
durante toda a caminhada. Por me ensinar tanto.


A Celinha, pela amizade sincera e bonita.
Pela partilha.

Gladys, minha estrelinha
Minha eterna imensa saudade.


A Emilly, minha eterna coordenadora pedagógica
do sorriso mais lindo.
Por todos os cafés que não tomamos
Porque o tempo não deixou.
Mas conversa nunca faltou.

A quem não citei, mas sabe que faz parte dessa lista.
E essa compreensão é linda.
Sabe até os motivos.

Meu muito obrigada a todos vocês

Por tudo.

Obrigada!!!

Deus retribua a cada um.

Professora Liza Freitas














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